Aroeira investe R$ 750 milhões em planta de etanol de cereais em MG

A Bioenergética Aroeira, sediada em Tupaciguara, no Triângulo Mineiro, anunciou um investimento de R$ 750 milhões na construção de uma usina de etanol de cereais. Do total, R$ 618 milhões virão de financiamento aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sendo o restante com recursos próprios da empresa.

O banco de fomento estruturou o crédito em duas operações. A primeira, de R$ 310 milhões, é oriunda do Fundo Clima, e mais R$ 105,5 milhões da linha Finem, voltada a projetos de longo prazo. A segunda, de R$ 202,5 milhões, destina-se à compra de equipamentos e sistemas industriais, por meio da linha BNDES Máquinas e Serviços.

A usina será operada pela Biomil Etanol Ltda, atualmente em fase pré-operacional. Segundo Gabriel Feres Junqueira, diretor-presidente do grupo, o projeto está em fase de engenharia, com previsão de início da construção no próximo ano e entrada em operação a partir de 2028.

A capacidade inicial será de processamento de 330 mil toneladas de cereais por ano, incluindo milho e sorgo, com produção de 146 milhões de litros de etanol anualmente. Além disso, a unidade gerará 92 mil toneladas por ano de grãos secos de destilaria com solúveis (DDGS), insumo para ração animal. A empresa projeta que a capacidade pode chegar a 500 mil toneladas de cereais processados por ano.

A matéria-prima será adquirida de produtores da região do Triângulo Mineiro, fortalecendo a agricultura e a pecuária locais. O projeto também diversifica as matérias-primas do grupo e permite manter a produção de etanol durante a entressafra da cana-de-açúcar.

De acordo com levantamento do Itaú BBA, o Brasil conta atualmente com 34 projetos de usinas de etanol de milho previstos para 2026 a 2030, com investimentos totais de cerca de R$ 44 bilhões.

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