O Brasil celebra em 2026 duas décadas sem registros de focos de febre aftosa, um marco sanitário de grande relevância para a pecuária nacional. O país foi reconhecido internacionalmente como livre da doença sem vacinação no ano passado, consolidando um longo trabalho de vigilância e prevenção.
O último surto ocorreu em 2006, nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. Desde então, o Brasil manteve-se livre da enfermidade, que continua a preocupar outras nações. Países como Uruguai, Eslováquia e Coreia do Sul enfrentaram episódios recentes, evidenciando a necessidade de manter sistemas de controle robustos.
A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que atinge bovinos, suínos, ovinos e outros animais de casco fendido. Seu reaparecimento pode causar severos impactos econômicos, interrompendo exportações e gerando custos de contenção. Segundo especialistas, a dúvida não é se o vírus retornará, mas quando, e se o Brasil estará preparado para reagir prontamente.
A manutenção do status sanitário exige investimentos contínuos em vigilância, controle de fronteiras e valorização dos profissionais envolvidos. O país vizinho Venezuela é apontado como foco de atenção, enquanto Bolívia, Argentina e Paraguai adotam diferentes estratégias de prevenção.
A credibilidade sanitária brasileira é considerada um ativo estratégico, dependente do compromisso de toda a cadeia produtiva e das autoridades para preservar a pecuária nacional e a imagem do país no mercado internacional.