Café sobe 3% em Nova York com possíveis impactos da chuva para colheita do Brasil

O café foi o destaque entre as soft commodities negociadas na bolsa de Nova York nesta terça-feira (23/6). Os lotes do arábica para setembro fecharam em alta de 3,35%, a US$ 2,7595 a libra-peso.

Segundo análise da Barchart, as chuvas que voltaram a cair no Brasil estão atrasando a colheita de café no país e elevando os preços do arábica. Esse cenário traz apreensão ao mercado, já que o Brasil é o principal produtor e exportador de café da variedade do mundo.

Ao citar previsões feitas pela Climatempo, Eduardo Carvalhaes, analista especializado no mercado de café, diz que até quarta (24) estão previstas chuvas mais generalizadas e com volumes elevados sobre áreas produtoras de café, como São Paulo, sul e Triângulo Mineiro, que podem receber mais de 50 mm acumulados.

“A chuva impacta as atividades em campo, trazendo paralisações para a colheita do café e também prejudicando a qualidade dos grãos em algumas áreas”, disse Carvalhaes, em boletim.

A partir da quinta-feira a chuva reduz, mas ainda são esperados episódios na forma de pancadas de forma moderada em áreas da faixa leste do Sudeste, incluindo leste mineiro e também o interior de São Paulo.

Suco de laranja

O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) registrou forte queda pela segunda sessão consecutiva. Os contratos para setembro caíram 2,47%, a US$ 1,5175 a libra-peso.

Cacau

O cacau se manteve com preços mais altos, mesmo após subir mais de 9% na última sessão. No pregão de hoje, os contratos com entrega setembro avançaram 0,52%, a US$ 4.645 a tonelada. As cotações ganharam impulso recentemente após um cenário de chuvas acima da média na Costa do Marfim, maior produtor de cacau do mundo.

Açúcar

O açúcar registrou preços mais altos nesta terça, diante de um movimento de realização. Os lotes do demerara para outubro subiram 0,79%, a 13,95 centavos de dólar a libra-peso.

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