Indústrias priorizam qualidade na compra de laranjas para safra 2026/27

As negociações de laranja da safra 2026/27 para a indústria começam de forma gradual, com ritmo de contratação lento, enquanto a maioria das empresas ainda prioriza o processamento de frutas próprias. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em alguns casos já há recebimento de laranjas de terceiros vinculadas a contratos renegociados.

Nesta quinta-feira (18/6), o indicador do Cepea para a laranja destinada à indústria registrou cotação de R$ 25,14 por caixa de 40,8 quilos, um aumento de 1,05% desde o início de junho. Nos últimos cinco dias, o preço médio foi de R$ 25,07 por caixa.

O avanço das negociações está condicionado, sobretudo, a parâmetros de qualidade e rendimento industrial. Como a maior parte dos pomares ainda não atingiu o estágio ideal de maturação, as indústrias têm concentrado suas compras em frutas de meia estação originárias das regiões mais adiantadas, como o norte paulista e o Triângulo Mineiro.

Apesar do aumento do percentual de variedades precoces, as processadoras demonstram preferência pelas laranjas de meia estação de pomares mais avançados. Fontes do setor também apontam qualidade inferior à esperada em pomares fora do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro, especialmente no Paraná, o que pode limitar a valorização das frutas paranaenses no início da temporada.

Pesquisadores do Cepea indicam que, com a retomada gradual das atividades industriais, a expectativa é de ampliação do número de unidades em operação a partir de julho.

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