A Hortitec 2026, realizada em Holambra (SP), começou com grande movimento de visitantes, animando expositores. No entanto, a concretização de negócios ainda enfrenta cautela dos produtores, que aguardam as condições do novo Plano Safra e linhas de crédito mais favoráveis.
Movimentação forte, vendas lentas
Segundo empresas participantes, o fluxo de produtores circulando pelos estandes é intenso, com interesse por novas tecnologias e insumos. Porém, o fechamento de pedidos ocorre em ritmo mais lento que o esperado. César Oliveira, coordenador comercial da Agritech, fabricante de tratores para horticultura, frutas, flores e café, destaca: “O movimento de pessoas, de produtor interessado, está muito grande, superando bem o ano passado. Agora, o fechamento dos negócios é bem menor. O grande problema hoje é o recurso financeiro, o financiamento.”
Expectativa pelo Plano Safra
Muitos produtores visitam a feira, conhecem os equipamentos e demonstram intenção de compra, mas preferem aguardar a definição das linhas de crédito oficiais. “Esse segmento depende de quase 90% de financiamento. São poucos os produtores que compram à vista”, afirma Oliveira. A expectativa está concentrada nas condições do Pronaf, voltado à agricultura familiar. “A gente espera que o governo coloque uma quantidade maior de recursos e com juros mais amigáveis”, completa.
Cautela também no setor de insumos
A Tera Nutrição Vegetal, que participa da Hortitec pelo quarto ano, avalia que o movimento da feira está em linha com 2025. Lucas Rugine, gerente comercial, diz: “A movimentação está um pouco parecida com a do ano passado.” A empresa lançou campanha com condições facilitadas de pagamento e prazos mais longos para estimular os negócios. Apesar do cenário, Rugine vê o segmento de hortaliças, frutas e flores em situação mais favorável: “O HF atualmente é um dos segmentos que vem tendo uma melhor recuperação em relação ao mercado geral. O produtor consegue produzir e ter rentabilidade.”
A Hortitec 2026 segue até esta sexta-feira (19) e deve movimentar R$ 750 milhões em negócios, mas o ritmo dependerá da liberação de crédito e do novo Plano Safra.