A Nestlé anunciou que 53% do café verde adquirido para a marca Nescafé em 2026 veio de fazendas que adotam práticas de agricultura regenerativa. O percentual representa um salto em relação aos 32% registrados em 2024, segundo atualização do programa Nescafé Plan divulgada nesta quinta-feira (18/6).
A multinacional é a maior compradora mundial de café verde, e apenas as compras da Nescafé equivalem a cerca de 10% da produção global. No ano passado, o programa alcançou 100 mil agricultores em 15 países, com apoio de 1,6 mil agrônomos e uma área total superior a 400 mil hectares.
Entre as práticas consideradas regenerativas estão a poda dos cafezais para aumentar produtividade e qualidade, adoção de agroflorestas, uso de insumos orgânicos e biológicos, culturas de cobertura e consórcio de culturas (intercropping). A empresa também distribuiu mais de 20 milhões de pés de café e plantou mais de 5,5 milhões de árvores em ações de reflorestamento.
“A abordagem do programa é a transição para boas práticas de agricultura e boas práticas ambientais, além de dar suporte às comunidades com as quais nos relacionamos”, afirmou Marcelo Burity, executivo-chefe da área de café verde da Nescafé.
No Brasil, o Nescafé Plan reúne mais de 3,8 mil fazendas em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Bahia, com 35 agrônomos em campo. A capacitação dos produtores tem potencial de reduzir em até 40% o uso de fertilizantes e em 20% os custos de produção.
A meta global do programa até 2030 é comprar toda a matéria-prima de fornecedores certificados e ter pelo menos metade do café originado de fazendas regenerativas, além de reduzir em 50% as emissões industriais em comparação com 2018.