Fenasucro 2026: Faturamento deve superar R$ 13 bilhões com recorde de expositores

A 32ª edição da Fenasucro & Agrocana, maior feira de bioenergia do Brasil, projeta um faturamento superior a R$ 13 bilhões, superando o resultado do ano anterior. O evento, que ocorre de 11 a 14 de agosto em Sertãozinho (SP), contará com mais de 800 expositores — um aumento de 13% em relação a 2025 — e visitantes de mais de 80 países.

Os números foram anunciados pela organização durante evento em Ribeirão Preto (SP). A feira é referência no lançamento de tecnologias e inovações industriais para o setor de bioenergia, com foco na transição para um futuro energético descarbonizado.

Uma das novidades deste ano é a realização paralela do 13º Congresso Latino-Americano da Atalac (Associação de Técnicos de Açúcar da América Latina e Caribe), promovido pela Stab, Ceise BR e pela própria Fenasucro. O encontro, entre os dias 10 e 14 de agosto, reunirá profissionais, pesquisadores e empresas da América Latina e do Caribe. Nos primeiros dois dias, haverá palestras e debates no Hotel JP, em Ribeirão Preto; nos dias seguintes, visitas guiadas a usinas, fazendas e centros de pesquisa do setor sucroenergético, além da visitação à feira.

A Fenasucro também sediará a segunda edição do Fenabio, conferência que debaterá alternativas energéticas emergentes, como biogás, captura de carbono, hidrogênio verde e combustível de aviação.

Paulo Montabone, diretor da Fenasucro, destacou que a realização da feira exigirá investimentos superiores a R$ 10 milhões, devido ao aumento do número de palestras (mais de 300) e à expansão da estrutura. “Não estamos falando mais apenas de usar biocombustíveis nos nossos carros, mas sim vendo o potencial gigantesco dos biocombustíveis nos veículos pesados, como navios e aviões. Vamos ter que triplicar as nossas indústrias para atender à demanda que certamente virá”, afirmou.

Hugo Cagno Filho, presidente da Udop (União Nacional da Bioenergia), ressaltou que a bioenergia deixou de ser uma alternativa e passou a ser uma estratégia energética. “As indústrias brasileiras estão preparadas para responder aos desafios da transição energética mundial.”

Rosana Amadeu da Silva, primeira mulher a presidir o Ceise BR, comparou a importância da Fenasucro para a indústria de base — fornecedora de máquinas, equipamentos e peças para os setores sucroenergético, biocombustíveis, petróleo e gás natural, bebidas, papel e celulose — à da Agrishow para o agronegócio. “Sertãozinho é atualmente uma estância turística de negócios, principalmente por conta da nossa feira, que faz a conexão das indústrias de máquinas com o setor produtivo.”

Antonio Eduardo Tonielo Filho, vice-presidente do Ceise, acrescentou que a usina sucroenergética não investe diretamente em tecnologia, mas a compra da indústria de base, daí a importância de o setor estar sempre antenado para apresentar inovações que garantam mais produtividade e redução de custos.

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