O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) no Brasil atingiu R$ 1,4 trilhão em maio, conforme dados divulgados pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. O montante representa uma queda de 4,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior, reflexo principalmente da desvalorização de importantes commodities agrícolas, como cacau, laranja e arroz, além de ajustes nas expectativas de produção de algumas culturas.
As lavouras continuam sendo o principal motor do VBP nacional, com faturamento estimado em R$ 908,8 bilhões, o que corresponde a 64% do total. Já a pecuária contribui com R$ 510,2 bilhões, representando 36% do valor nacional.
Entre as culturas com melhor desempenho, destacam-se a batata-inglesa (alta de 22,3%), o feijão (12,6%), a mandioca (8,1%), o tomate (5,6%) e a banana (3,0%). Por outro lado, as maiores reduções foram observadas no cacau (-56,8%), na laranja (-38,0%), no arroz (-30,0%), na mamona (-20,1%), no trigo (-18,2%), no amendoim (-14,8%), na uva (-11,4%) e no algodão (-10,2%). No geral, o valor da produção das lavouras apresentou retração de 5,9% em maio.
Na pecuária, houve recuo de 2,2% em relação a 2025, mas a bovinocultura se manteve positiva, com crescimento de 8,9%, alcançando R$ 248,7 bilhões. Em contrapartida, os segmentos de suínos (-20,3%), frango (-10,4%), ovos (-7,9%) e leite (-4,8%) registraram quedas.
Soja lidera entre os produtos
Entre os produtos de maior relevância econômica, a soja mantém a liderança, com valor estimado em R$ 338,5 bilhões. Na sequência aparecem milho (R$ 162,2 bilhões), cana-de-açúcar (R$ 110,8 bilhões), café (R$ 109,6 bilhões) e algodão (R$ 33,2 bilhões). Juntos, esses cinco produtos respondem por aproximadamente 53,2% do VBP nacional.
No segmento pecuário, a bovinocultura lidera com R$ 248,7 bilhões, seguida pela avicultura de corte (R$ 106,7 bilhões), leite (R$ 73,6 bilhões), suinocultura (R$ 53 bilhões) e produção de ovos (R$ 28,2 bilhões). A bovinocultura representa cerca de 17,5% do VBP total do país.
Regionalmente, Mato Grosso lidera em valores brutos, com R$ 213,5 bilhões (15% do total). Na sequência, aparecem Minas Gerais (R$ 171,6 bilhões, 12,1%) e São Paulo (R$ 159,6 bilhões, 11,2%).
Os dados reforçam o impacto das variações de preço e produção no setor agropecuário brasileiro, que segue como pilar da economia nacional.