Açúcar avança 2,91% em Nova York com preocupações sobre safra asiática impactada pelo El Niño

O açúcar fechou a sessão na bolsa de Nova York com preços em forte alta, diante de preocupações com o El Niño para a safra em importantes regiões de produção. Os lotes do demerara para outubro subiram 2,91% nesta sexta-feira (26/6), a 14,51 centavos de dólar a libra-peso.

De acordo com Marcelo Filho, analista de inteligência de mercado da StoneX, os possíveis impactos do El Niño para a produção de açúcar na Ásia, especialmente na Índia e Tailândia, ligam o alerta para a produção. “Na Índia, as chuvas de monções estão 40% abaixo do ideal, e o governo local está limitando o uso de água para irrigação. A Tailândia também passa por um período de chuvas aquém do ideal, e vai plantar menos cana neste ano”, destaca o analista.

Soma-se a esse cenário o clima quente e seco em partes da Europa, que pode prejudicar a produção de beterraba, a principal matéria-prima para a produção de açúcar no continente. “O calor e as temperaturas recordes foram registrados primeiro em partes do Sul e Sudeste da Europa, mas agora espalharam-se por todo o continente. Vale lembrar que junho e julho são um período crítico para o desenvolvimento das beterrabas, e caso o clima piore, a queda na produção, atualmente estimada em 2 milhões de toneladas, pode aumentar”, projeta o analista.

Em outras commodities negociadas em Nova York, o cacau caiu 2,90% com investidores embolsando lucros, mas ainda acima de US$ 5 mil a tonelada devido aos receios com o El Niño no oeste da África. O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) subiu 4,54%, após três quedas consecutivas. O café arábica recuou 1,16% e o algodão teve leve baixa de 0,77%.

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