Chuvas no Brasil elevam preços do café em Nova York; arábica sobe 4,54%

O mercado de café encerrou a sessão desta quarta-feira (1º de julho) com forte alta na bolsa de Nova York, impulsionado pelas condições climáticas adversas no Brasil. Os contratos do arábica para setembro subiram 4,54%, cotados a US$ 3,0990 por libra-peso, refletindo a preocupação dos investidores com as chuvas acima da média registradas em junho nas principais regiões produtoras.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as precipitações no mês são historicamente muito limitadas, mas em 2026 os volumes foram expressivos, comprometendo o andamento da colheita da safra 2026/27. A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), maior cooperativa de café do mundo, informou que apenas 24,9% da área cultivada foi colhida até 28 de junho, o menor nível desde 2018. No mesmo período do ano passado, o índice era de 31,4%.

Além de derrubar grãos dos pés, as chuvas dificultam a secagem nos terreiros e favorecem o aparecimento de mofo, tanto nos grãos caídos no chão quanto nos que permanecem na planta, gerando incertezas sobre a qualidade dos lotes. Segundo Haroldo Bonfá, diretor da Pharos Consultoria, o cenário climático abre uma janela de oportunidades para cafeicultores que ainda têm negociações pendentes.

Outras commodities também registraram altas na bolsa de Nova York: o suco de laranja concentrado congelado (FCOJ) subiu 3,84% (US$ 1,7160/lb); o algodão com vencimento em dezembro avançou 1,35% (77,84 centavos/lb); o açúcar demerara para outubro teve alta de 1,15% (14,99 centavos/lb); e o cacau para setembro valorizou 0,28% (US$ 5.092/tonelada).

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