As exportações brasileiras de carne bovina alcançaram um recorde histórico no primeiro semestre de 2026, com embarques de 1,7 milhão de toneladas e faturamento de US$ 9,8 bilhões, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). O volume representa um crescimento de 15,5% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto a receita avançou 36,2%, passando de US$ 7,24 bilhões para US$ 9,8 bilhões.
Os dados incluem carne bovina in natura, industrializada, salgada, miúdos, tripas e gorduras. A média mensal de embarques foi de aproximadamente 284 mil toneladas, consolidando o melhor primeiro semestre da história do setor frigorífico brasileiro.
Junho foi o mês de destaque, com 317,3 mil toneladas embarcadas, alta de 16,6% ante junho de 2025, e receita de US$ 1,975 bilhão, crescimento de 38,1%. A carne in natura representou 88,1% do volume e 92,6% da receita no mês.
A China liderou as compras no semestre, com 794,7 mil toneladas e US$ 4,87 bilhões, aumento de 24% em volume e 49,4% em valor. Os Estados Unidos importaram 205 mil toneladas (US$ 1,35 bilhão), seguidos por Chile (70,7 mil toneladas, US$ 420,2 milhões), Rússia (62,2 mil toneladas, US$ 284,1 milhões) e União Europeia (51,2 mil toneladas, US$ 452,3 milhões).
Apesar dos resultados positivos, a Abiec alerta para desafios no segundo semestre, como o esgotamento da cota chinesa e a possível paralisação das vendas para a União Europeia a partir de setembro, devido a regras sobre o uso de antimicrobianos em animais.