Oferta restrita mantém preços do feijão-carioca de qualidade elevados em julho

O mercado de feijão-carioca de melhor qualidade iniciou o mês de julho com a oferta ainda restrita, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Diante desse cenário, os valores do grão se mantêm sustentados, mesmo com o início da colheita das áreas irrigadas do Cerrado, cujos volumes ainda são reduzidos.

Na sexta-feira (3/7), o indicador Cepea/CNA para o feijão-carioca de qualidade superior registrou, no noroeste de Minas Gerais, cotação de R$ 394,56 a saca de 60 quilos, uma alta semanal de 0,77%. Para o feijão-carioca de qualidade intermediária e para o feijão-preto, o mercado segue marcado por ajustes heterogêneos entre as regiões acompanhadas pelo Cepea, refletindo diferenças na disponibilidade e na qualidade dos lotes.

No campo, o avanço da colheita da segunda safra no Paraná do feijão-carioca, já em fase final, ocorre paralelamente ao início da oferta proveniente das áreas irrigadas de Goiás e de outras regiões do Cerrado. Pesquisadores do Cepea destacam que os primeiros lotes de melhor qualidade encontraram boa receptividade da indústria, que permaneceu ativa nas compras diante dos baixos estoques, embora mantenha atenção ao aumento gradual da disponibilidade esperado para julho.

Quanto ao feijão-preto, cuja produção se concentra nas duas primeiras safras do ano, o encerramento da colheita no Paraná, principal Estado produtor, vem modificando gradualmente o posicionamento dos agentes consultados pelo Cepea. A menor área cultivada e as perdas de produtividade provocadas por adversidades climáticas mantêm os detentores dos melhores lotes firmes nas pedidas, na expectativa de novas valorizações.

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