Por mais uma sessão, a soja registrou alta na bolsa de Chicago. Nesta segunda-feira (6/7), os contratos para agosto subiram 4,46%, a US$ 11,8225 o bushel, impulsionados pela volatilidade com a volta do feriado da Independência dos Estados Unidos, o clima quente no Hemisfério Norte e a possibilidade de aumento na demanda chinesa.
“O mercado volta a ter rumores de que a China está olhando para os produtos dos Estados Unidos”, disse Ronaldo Fernandes, analista da Royal Rural. Em relação ao clima, o especialista observa que há sinais de ondas de calor no Meio Oeste americano e na Europa, que podem afetar as condições da oferta de grãos.
“Esses fatores que estão para cima são catalisados, ou seja, impulsionados ainda mais pela volta do feriado prolongado (nos EUA). Todo 4 de julho é marcado por uma volatilidade muito agressiva”, acrescentou.
Milho
O milho avançou na bolsa de Chicago, em um dia de forte volatilidade nos mercados com a volta do feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos. Os lotes com entrega para setembro fecharam em alta de 3,71%, negociados a US$ 4,4075 o bushel. Além disso, uma onda de calor no Hemisfério Norte levantou dúvidas sobre a oferta dos produtores dos EUA e Europa.
Ronaldo Fernandes, analista da Royal Rural, afirma que o calor intenso deve permanecer no Meio Oeste americano. “A Europa também está com uma onda de calor extremamente forte e pode impulsionar maior importação de soja, mais milho, tanto do Brasil quanto dos Estados Unidos por causa do clima”, disse o especialista. Segundo ele, o milho francês está em uma das piores condições da história, abaixo da média de 2020 a 2025.
Trigo
No mercado do trigo na bolsa de Chicago, os preços subiram com o sentimento de que a oferta do cereal será menor no curto prazo. Os contratos futuros com entrega para setembro fecharam em alta de 2,62%, a US$ 6,06 o bushel.
Boletim da T&F Consultoria Agroeconômica ressalta que há fatores fundamentais sustentando a valorização do trigo, como a redução de área e de estoques de trigo nos EUA, divulgada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) na semana passada. Ainda segundo a consultoria, a área menor e outro grande produtor de trigo do mundo, o Canadá, e ainda rumores sobre importações do cereal feitas por países do Oriente Médio favoreceram a movimentação dos preços.