O primeiro trimestre da safra 2026/27 foi marcado pela queda nos preços dos etanóis anidro e hidratado em São Paulo, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A pressão veio do aumento da oferta de etanol de cana-de-açúcar e de milho, impulsionado pelo avanço da safra.
De acordo com o indicador Cepea/Esalq, a média do etanol hidratado nos meses de abril, maio e junho ficou em R$ 2,3510 por litro, uma retração real de 13,1% (valores deflacionados pelo IGP-M) na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já o etanol anidro, no mercado físico, registrou queda de 12,4%, com preço médio de R$ 2,6868 por litro.
Em junho, as usinas enfrentaram dificuldades operacionais devido a paralisações causadas por chuvas em algumas semanas, o que levou os preços a subirem em certos momentos. Por outro lado, unidades com liquidez mais limitada chegaram a negociar valores mais baixos. As distribuidoras mantiveram postura cautelosa, adquirindo volumes pequenos, enquanto quantidades maiores haviam sido fechadas em períodos anteriores.
Açúcar
No início de julho, as cotações do açúcar vêm apresentando recuperação pontual no mercado físico paulista. Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento é impulsionado pelas chuvas que paralisaram as atividades e pelos sinais de reação nos valores externos da commodity. Na segunda-feira (6/7), o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal branco registrou preço médio de R$ 91,94 a saca de 50 quilos, alta de 0,73% desde o início do mês. Apesar disso, a média da última semana ainda mostrou queda em relação ao período anterior, indicando incertezas sobre a tendência dos valores no mercado à vista.