O café arábica fechou com queda de pouco mais de 9% nesta terça-feira (7/7) na Bolsa de Nova York, devolvendo parte dos ganhos expressivos registrados na segunda-feira (6/7). O contrato para setembro de 2026, o mais negociado no momento, caiu 9,24% e encerrou a US$ 3,17 por libra-peso. Já o vencimento para dezembro de 2026 ficou em US$ 3,05 por libra-peso, uma baixa de 9,06%.
O mercado segue atento aos efeitos do clima sobre as regiões produtoras, especialmente no Brasil. A ocorrência do fenômeno El Niño traz incertezas para a safra brasileira, gerando volatilidade em um cenário já marcado por estoques baixos, que limitam a oferta e a demanda pelo produto.
Na segunda-feira, os preços haviam registrado a maior alta diária dos últimos 26 anos, com os principais contratos entre US$ 3,30 e US$ 3,45 por libra-peso. Nesta terça, as cotações já abriram em baixa: setembro a US$ 3,48 e dezembro a US$ 3,31. Nas mínimas do dia, os contratos chegaram a valer US$ 3,16 e US$ 3,02, respectivamente, reduzindo parte das perdas ao longo da sessão.
Apesar da queda, o cenário acumulado ainda é de alta. O Valor Data mostra elevação de 6,71% em uma semana para o contrato de setembro e de 7,67% para dezembro. Em um mês, as valorizações são de 30,81% e 29,4%, respectivamente.
Outras commodities
O cacau fechou em alta de mais de 1%: o contrato de setembro ajustou para US$ 5.759 por tonelada (+1,14%), e o de dezembro para US$ 5.874 por tonelada (+1,22%). O açúcar caiu: outubro de 2026 fechou a 15,14 centavos de dólar por libra-peso (-0,53%), e março de 2027 a 16,06 centavos (-0,31%). Já o suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) também encerrou em queda: setembro a US$ 1,56 por libra-peso (-6%) e novembro a US$ 1,59 (-5,76%).