A oferta de animais para abate no mercado brasileiro só deve se ajustar a partir de outubro. Até lá, a arroba do boi gordo segue sob pressão, influenciada principalmente pela redução na demanda da China, maior compradora de carne bovina do país.
Segundo analistas do setor, o cenário atual é de desequilíbrio entre oferta e demanda. Com a retração chinesa, os frigoríficos têm reduzido as escalas de abate, o que freia a valorização do boi. Enquanto a normalização da oferta não ocorre, a tendência é de preços estáveis ou em leve queda no curto prazo.
As projeções indicam que, a partir de outubro, com a entressafra e a redução natural da oferta de bois terminados, o mercado pode encontrar um novo equilíbrio. Até lá, pecuaristas devem se preparar para margens mais apertadas.