Apesar da queda nos desembolsos do crédito rural na safra 2025/26, o Sistema Nacional de Fomento (SNF) se destacou na concessão de recursos, especialmente para pequenos produtores. Segundo a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), as instituições que compõem o SNF foram responsáveis por 97,6% das operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e por 91,5% do volume financeiro contratado entre julho e maio, o equivalente a R$ 55,88 bilhões.
No âmbito da agricultura empresarial, dos R$ 48,88 bilhões em recursos equalizáveis concedidos até maio de 2026, 96,7% foram operados por 14 agentes do sistema, como Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia (Basa), Banco de Brasília (BRB), Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).
O Banco do Brasil liderou a concessão de recursos equalizados, com R$ 14,54 bilhões, seguido por Sicredi (R$ 8,62 bilhões), BNDES (R$ 8,26 bilhões), Sicoob (R$ 8,06 bilhões), Cresol (R$ 3,67 bilhões) e Caixa (R$ 2,28 bilhões). A ABDE também destacou a atuação regional, como o desempenho do BNB com o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), que concedeu R$ 22,5 bilhões em crédito rural no Plano Safra na região Nordeste e partes de Minas Gerais e Espírito Santo, sendo R$ 11,9 bilhões para a agricultura familiar, em cerca de 836 mil contratações.
A entidade ressaltou ainda que oito em cada dez contratos firmados no Plano Safra 2025/26 foram para a agricultura familiar. Entre julho de 2025 e maio de 2026, o Pronaf contabilizou 1,82 milhão de operações, de um total de 2,31 milhões de contratos registrados.