O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, nesta sexta-feira (10/7), o relatório mensal de oferta e demanda mundial de julho, que aponta um aumento nas previsões de demanda por soja na safra 2026/27. A produção global deve alcançar 441,70 milhões de toneladas, praticamente estável em relação aos 441,34 milhões de toneladas projetados em junho.
Segundo o USDA, o consumo interno global foi ajustado de 440,78 milhões para 441,72 milhões de toneladas, enquanto as exportações subiram de 189,22 milhões para 190,41 milhões de toneladas. Os estoques finais foram reduzidos de 124,88 milhões para 124,17 milhões de toneladas, indicando um mercado mais apertado.
Nos Estados Unidos, a produção foi elevada para 121,79 milhões de toneladas, com aumento de área plantada. As exportações americanas subiram para 45,18 milhões de toneladas. O preço médio ao produtor local foi mantido em US$ 11,40 por bushel.
O Brasil, maior produtor mundial de soja, manteve a colheita projetada em 186 milhões de toneladas, mas viu as exportações subirem de 117,5 milhões para 118 milhões de toneladas. Os estoques finais brasileiros foram reduzidos para 36,89 milhões de toneladas.
A China, principal importadora, teve a previsão de demanda interna elevada para 136 milhões de toneladas, com importações passando de 114 milhões para 115 milhões de toneladas. Os estoques finais chineses devem ficar em 44,27 milhões de toneladas.
O relatório também manteve as estimativas para a Argentina, com produção de 50 milhões de toneladas e exportações de 6,2 milhões de toneladas.
Para o milho, o USDA manteve a produção mundial em 1,297 bilhão de toneladas, com queda de 2,26% ante a safra anterior. Nos Estados Unidos, a produção foi estimada em 406 milhões de toneladas, 6% menor. O Brasil manteve a projeção de 139 milhões de toneladas. O consumo global de milho caiu ligeiramente para 1,320 bilhão de toneladas, e os estoques finais foram revisados para baixo, em 275 milhões de toneladas.
Já para o trigo, o USDA reduziu a projeção de produção global para 819,97 milhões de toneladas, com estoques finais caindo para 272,84 milhões de toneladas. As estimativas para o Brasil permaneceram inalteradas, com produção de 6,7 milhões de toneladas.