As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16,6 bilhões em junho, um recorde histórico para o mês. O valor representa um aumento de 14% (US$ 2 bilhões) em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados do Ministério da Agricultura. O setor respondeu por 45,7% do total exportado pelo país no mês passado.
No acumulado do primeiro semestre, o desempenho também foi recorde: US$ 87 bilhões, alta de 6,2% ante o mesmo intervalo de 2025. O principal destaque da balança comercial do agro em junho foi a soja em grãos, com US$ 6,3 bilhões em vendas, incremento de 17,3% sobre junho de 2025. Em volume, foram embarcadas 14,5 milhões de toneladas, 8% a mais do que no ano passado. A China continuou como principal compradora da oleaginosa brasileira, com US$ 4,4 bilhões e participação de 71,1%.
Outro destaque foi a carne bovina in natura, que gerou US$ 1,8 bilhão, crescimento de 39,2%. A cotação média de exportação da proteína animal subiu de US$ 5.448 por tonelada em junho de 2025 para US$ 6.538 por tonelada em junho de 2026 — um avanço de 20%.
Confira os principais recordes para meses de junho registrados em 2026:
- Soja em grãos – recorde em quantidade: 14,5 milhões de toneladas (+8,0%);
- Carne bovina in natura – recorde em valor (US$ 1,8 bilhão; +39,2%) e quantidade (279,7 mil toneladas; +16,0%);
- Farelo de soja – recorde em quantidade: 2,5 milhões de toneladas (+36,2%);
- Café verde – recorde em valor: US$ 935,6 milhões (+0,2%);
- Algodão não cardado nem penteado – recorde em valor (US$ 350,6 milhões; +64,1%) e quantidade (217,0 mil toneladas; +63,4%);
- Bovinos vivos – recorde em valor (US$ 191,4 milhões; +216,0%) e quantidade (58,6 mil toneladas; +134,1%);
- Café solúvel – recorde em valor (US$ 93,7 milhões; +25,4%) e quantidade (8,1 mil toneladas; +49,9%);
- Miudezas de frango – recorde em valor (US$ 68,9 milhões; +272,0%) e quantidade (42,1 mil toneladas; +73,0%);
- Miudezas de carne bovina – recorde em quantidade: 23,0 mil toneladas (+17,8%).