Governo estuda proibir antimicrobianos na pecuária para atender exigências da União Europeia

O governo brasileiro está analisando a possibilidade de vetar o uso de antimicrobianos na pecuária como forma de atender às exigências da União Europeia (UE). A medida visa alinhar as práticas nacionais aos padrões internacionais de segurança alimentar e combate à resistência antimicrobiana, um tema cada vez mais relevante no comércio global de carnes.

De acordo com informações preliminares, a proposta busca restringir o uso de antibióticos como promotores de crescimento e na prevenção de doenças em animais de produção. A UE tem endurecido suas regras sanitárias, e o Brasil, como um dos maiores exportadores de carne do mundo, precisa se adaptar para manter e ampliar seus mercados.

A decisão ainda está em fase de estudos, envolvendo os ministérios da Agricultura, Saúde e Relações Exteriores. Caso seja implementada, a proibição poderá impactar diretamente os sistemas de produção intensiva, que frequentemente recorrem a esses insumos. Por outro lado, a medida pode abrir portas para novos acordos comerciais e fortalecer a imagem do país como fornecedor de alimentos seguros e sustentáveis.

Especialistas do setor avaliam que a transição exigirá investimentos em alternativas, como melhorias no manejo sanitário e no bem-estar animal, além de programas de assistência técnica aos produtores. A expectativa é que o debate se intensifique nos próximos meses, com a participação de entidades representativas da pecuária e da indústria farmacêutica veterinária.

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