O mercado do boi gordo registrou mais um dia de estabilidade na quarta-feira (15/7) em quase todo o Brasil, mas já há negociações acima dos preços de referência, segundo a Safras & Mercado. O analista Fernando Iglesias destaca que o posicionamento das escalas de abate tem levado as indústrias a uma postura mais agressiva na compra de gado. “Resta saber se a recente elevação dos preços fará com que as escalas de abate avancem”, pondera.
Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 30 não tiveram alterações no preço do boi gordo na comparação diária. Quedas foram observadas apenas no sul e norte do Tocantins, enquanto Santa Catarina registrou alta. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências nacionais, o boi gordo seguiu em R$ 330 a arroba para pagamento a prazo. O preço da vaca subiu R$ 3, para R$ 310 a arroba, sustentado pela retenção de oferta por parte dos vendedores, sobretudo de fêmeas.
No atacado paulista, os preços da carne bovina com osso e da suína vêm caindo em julho, enquanto o frango resfriado está em alta. Segundo o Cepea, a carcaça casada bovina acumula desvalorização de 2,04% no mês, enquanto a carcaça especial suína recua 0,82%. Já o frango resfriado registra alta de 0,98%. Pesquisadores do Cepea apontam que a queda nas cotações das carnes bovina e suína reflete o consumo doméstico moderado na primeira quinzena de julho, período em que a reposição de estoques costuma ser cautelosa. No mercado bovino, a queda da arroba e a dificuldade de repasse ao varejo limitam as negociações, mas a oferta restrita de animais terminados e o bom desempenho das exportações ajudam a conter desvalorizações mais intensas. Para a carne suína, a demanda doméstica ainda enfraquecida mantém pressão, apesar dos embarques aquecidos. O frango, por sua vez, segue com desempenho favorável devido ao preço mais competitivo e à substituição por parte dos consumidores.