Produtores de milho dos Estados Unidos manifestaram apoio à decisão do governo Trump de impor uma tarifa de 25% sobre diversos produtos importados do Brasil. O setor de etanol de milho é um dos principais focos de tensão na disputa comercial entre os dois países.
Jed Bower, presidente da National Corn Growers Association (NCGA), entidade que representa os produtores de milho americanos, afirmou que o segmento esteve na linha de frente das discussões, prestando depoimentos ao United States Trade Representative (USTR). A NCGA critica a tarifa de 18% aplicada pelo Brasil ao etanol americano.
“Estamos satisfeitos que o governo Trump tenha conduzido uma investigação criteriosa sobre a conduta do Brasil e tenha agido em nome dos produtores de milho dos EUA ao impor tarifas para corrigir essa disparidade comercial considerada injusta. Se o equilíbrio e a justiça não forem restabelecidos no comércio com o Brasil, a NCGA recomendou medidas adicionais que o USTR poderá adotar”, declarou Bower.
A decisão americana incluiu exceções para carnes e café, mas o etanol de milho permanece no centro da controvérsia. O segmento de milho dos EUA espera que as tarifas ajudem a equilibrar a concorrência, que consideram assimétrica.