Boi gordo mantém estabilidade nos preços na maioria das regiões brasileiras

O mercado pecuário registrou mais um dia de preços estáveis para o boi gordo na quinta-feira (16/7), conforme levantamento da Scot Consultoria. Das 33 regiões monitoradas, 27 não apresentaram alterações nas cotações em relação ao dia anterior. Quedas foram observadas no sul da Bahia, Alagoas e Roraima, enquanto subiram no Triângulo Mineiro, norte de Minas Gerais e Campo Grande (MS).

Nas praças de referência de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), o preço do boi gordo permaneceu em R$ 330 a arroba para pagamento a prazo. As cotações para o “boi China”, vaca e novilha também não sofreram alterações.

Do lado da oferta, os pecuaristas resistiam às ofertas de compra a preços menores e restringiam a comercialização dos lotes, aguardando oportunidades de venda a valores mais atrativos. Essa estratégia reduziu a fluidez dos negócios, deixando o mercado em compasso de espera. Em São Paulo, as escalas de abate atendiam, em média, a uma semana, período considerado confortável pela Scot, já que havia margem para elevar a oferta se necessário.

A consultoria Agrifatto destacou que a China dá os primeiros sinais de estabilização após um período de fortes quedas nas compras de carne, impulsionada pela expectativa de que o Brasil complete em breve sua cota de exportação. No entanto, ainda é cedo para confirmar uma mudança de tendência. “Enquanto os frigoríficos brasileiros aproveitam o recuo do preço do boi gordo para recuperar competitividade e ampliar as vendas para outros mercados, os compradores chineses permanecem cautelosos diante das incertezas tarifárias”, afirmou a Agrifatto.

Em relação ao tarifaço dos EUA, o governo americano anunciou uma tarifa de importação de 25% sobre produtos do Brasil, que entra em vigor em 22 de julho. A carne bovina ficou isenta da sobretaxa, assim como café, pescados, mel e algumas frutas, para evitar aumento da inflação e do custo de vida nos EUA. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que os frigoríficos ainda não têm uma avaliação dos efeitos da isenção. O presidente da entidade, Roberto Perosa, afirmou que o setor acompanha as tratativas entre os governos, mas não há “negociação ativa” no momento.

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