O cacau opera em alta nesta manhã de sexta-feira (17/7), com os contratos para setembro de 2026 avançando 3,65%, cotados a US$ 5.697 a tonelada. A valorização reflete a deterioração das perspectivas de safra na África Ocidental e dados trimestrais de processamento mais fortes que o esperado nos países africanos.
De acordo com o site TradingKey, as cotações reagem à preocupação com o desenvolvimento da safra principal na Costa do Marfim e em Gana, onde o clima não tem apresentado umidade suficiente para o desenvolvimento inicial das vagens. Esse cenário de oferta restrita impulsiona os preços da amêndoa.
Além do cacau, outras commodities agrícolas também apresentam movimentos significativos na bolsa de Nova York. O café opera em alta: os lotes com entrega para setembro de 2026 sobem 1,84%, cotados a 3,2040 centavos de dólar por libra-peso. O açúcar também avança, com os contratos para outubro de 2026 registrando alta de 1,56%, negociados a US$ 15,60 a libra-peso.
Por outro lado, o algodão recua: os papéis da pluma com vencimento em dezembro de 2026 caem 1,35%, cotados a 78,19 centavos de dólar por libra-peso. O suco de laranja concentrado e congelado também opera em queda, com os contratos para setembro de 2026 cotados a US$ 1,32 a libra-peso, recuo de 1,23%.
O mercado segue atento aos desdobramentos climáticos e de oferta nas principais regiões produtoras, que devem continuar influenciando as cotações nas próximas semanas.