Brooke Rollins defende tarifas dos EUA ao Brasil e questiona taxa brasileira sobre etanol

A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, defendeu nesta sexta-feira (17/7) a imposição de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, argumentando que o Brasil colocou agricultores e produtores americanos em desvantagem por anos. Em publicação nas redes sociais, Rollins criticou especialmente a tarifa de 18% aplicada pelo Brasil sobre a importação de etanol dos Estados Unidos, que, segundo ela, reduziu em mais de 87% as exportações do biocombustível americano ao mercado brasileiro desde 2018.

A decisão foi oficializada na quarta-feira (15/7) após investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). Washington alega que o Brasil adota práticas desleais em relação ao acesso ao mercado de etanol, tarifas preferenciais, comércio digital, propriedade intelectual e combate ao desmatamento ilegal.

Apesar das tarifas, diversos produtos importantes para a pauta de comércio bilateral ficaram isentos, como café (inclusive solúvel), carnes, suco de laranja e vários itens de pescados. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o valor das exportações brasileiras isentas representa 63,5% do total embarcado aos Estados Unidos.

A disputa comercial entre os dois países no setor agrícola é antiga, intensificando-se à medida que o Brasil ampliou sua produção e exportação de soja e carne, competindo com os americanos em mercados como a China.

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