Soja: preço sobe no Brasil impulsionado por alta externa e valorização do farelo

O preço da soja no Brasil iniciou a semana em alta, acompanhando a elevação das cotações internacionais. Nesta segunda-feira (20/7), todas as 38 praças monitoradas pela consultoria AgRural registraram avanços nos preços em relação ao encerramento da semana passada.

As maiores altas diárias foram registradas em Sorriso (MT), Lucas do Rio Verde (MT) e Luís Eduardo Magalhães (BA), onde a saca de 60 quilos aumentou R$ 5. No acumulado semanal, o maior ganho (8,3%) foi observado em Rondonópolis (MT). No Porto de Paranaguá (PR), o indicador Cepea/Esalq registrou a cotação de R$ 142,65 a saca, alta diária de 1,16%. No acumulado de julho, a valorização chega a 6,79%.

A alta nas praças nacionais acompanhou a variação na Bolsa de Chicago, onde os contratos com entrega para agosto de 2026 avançaram 1,54%, para US$ 12,23 o bushel. Segundo a consultoria Granar, a demanda aquecida pela soja americana, especialmente da China, é o principal fator de apoio à cotação do grão.

O aumento da demanda global por farelo de soja impulsionou as negociações do derivado tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No mercado brasileiro, a maior disputa entre compradores externos e domésticos elevou os prêmios de exportação, refletindo diretamente na elevação dos valores internos. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário também sustentou as cotações da soja em grão, embora o aumento da oferta mundial tenha limitado ganhos mais expressivos.

De acordo com o Cepea, a valorização do farelo é sustentada, em grande parte, pelas perspectivas de crescimento da demanda mundial pelo derivado. Embora a Argentina permaneça como a principal exportadora mundial de derivados de soja, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) destaca o avanço das exportações de farelo do Brasil e dos Estados Unidos.

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