Feira Batatec espera 50 mil pessoas em Presidente Prudente com foco em batata-doce e etanol

Com a expectativa de receber mais de 50 mil visitantes, teve início nesta quinta-feira (23/7), em Presidente Prudente (SP), a 7ª Batatec, feira voltada para a batata-doce. A programação de três dias no Centro de Eventos IBC contará com mais de 60 empresas expondo máquinas, implementos, insumos e outros produtos voltados à agropecuária, além de palestras técnicas, demonstrações de tecnologias e programação artística regional. O acesso é gratuito.

A região no entorno de Presidente Prudente é a maior produtora de batata-doce do Estado de São Paulo, com mais de 50% do volume total. Neste ano, a estimativa da Apta Regional e do Instituto de Economia Agrícola (IEA) é de uma produção estadual de 152.443 toneladas, ante as 149.556 toneladas do ano passado. Na década, a maior produção foi registrada em 2022, com 203.448 toneladas. São Paulo domina o ranking nacional desde 2024, quando superou o Ceará. A área plantada, no entanto, vem caindo desde 2021 e está estimada em 7.580 hectares neste ano, contra 8.146 hectares em 2025.

Destaques em equipamentos e tecnologia

Rogerio Martins Marangoni, um dos organizadores da Batatec, destaca que um dos equipamentos expostos será uma plantadeira de batata-doce de uma e duas linhas desenvolvida pela empresa local Tramafe. Demonstrações de drones de pulverização também estão previstas na programação.

Batata-doce para etanol: projeto de economia circular

Neste ano, a feira tem como parceira principal a empresa local Agropecuária Vista Alegre, braço pecuário do Better Beef Confinamento. A empresa vai apresentar na Batatec seu projeto de aproveitar a batata-doce fora do padrão comercial para a fabricação de etanol, ração de alto valor proteico e biometano. O plano de economia circular deve criar uma demanda para a batata-doce desclassificada para a mesa produzida na região.

Segundo David de Carlo Fernando Junior, gerente industrial da Vista Alegre, o projeto, com investimento estimado em R$ 20 milhões, está em processo de licenciamento ambiental. “Após a aprovação, vamos ampliar nossa indústria que produz atualmente dez mil litros de etanol neutro a partir da levedura de usinas sucroalcooleiras da região para fabricar 25 mil litros de etanol por dia, sendo 15 mil provenientes da fermentação da batata-doce. O subproduto será usado na produção de 50 toneladas por dia de ração animal.”

Além de aproveitar a batata-doce de parceiros que seria descartada, a companhia também planeja plantar 650 hectares irrigados por pivô central, usando como adubo os resíduos da pecuária.

Nova cultivar promete produtividade quatro vezes maior

Outro tema da feira será a apresentação de uma nova cultivar desenvolvida pelo Instituto Agronômico (IAC), que promete uma produtividade de até 60 toneladas por hectare, quatro vezes superior à média estadual.

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