Governo brasileiro considera inaceitável exigência da União Europeia sobre antimicrobianos

O governo brasileiro classificou como ‘inaceitável’ a nova exigência da União Europeia relacionada ao uso de antimicrobianos na produção animal. A medida, que impõe restrições mais rígidas ao uso desses insumos, foi recebida com forte reação por parte das autoridades brasileiras, que veem a exigência como uma barreira comercial injustificada.

De acordo com fontes oficiais, o Brasil defende que suas práticas sanitárias e de manejo já estão em conformidade com os mais altos padrões internacionais, e que a imposição unilateral de regras mais severas pela UE desrespeita acordos multilaterais e prejudica a competitividade dos produtos brasileiros no mercado europeu.

A exigência, que afeta diretamente o setor pecuário e de carnes, foi tema de discussões entre representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Ministério das Relações Exteriores. O governo brasileiro promete levar o caso a instâncias internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), caso a medida não seja revista.

Especialistas apontam que a decisão europeia pode ter impacto significativo nas exportações brasileiras de carne bovina, suína e de frango, que somam bilhões de dólares anualmente. O Brasil é um dos maiores exportadores mundiais de proteína animal e qualquer restrição nesse sentido pode afetar a balança comercial do país.

O governo brasileiro também estuda medidas para mitigar os efeitos da exigência, incluindo a intensificação de campanhas de conscientização sobre o uso responsável de antimicrobianos e o fortalecimento de programas de monitoramento da resistência antimicrobiana. A expectativa é que, com ações coordenadas, o país possa demonstrar a eficácia de suas políticas sanitárias e evitar prejuízos ao setor produtivo.

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