O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) celebrou a decisão do governo dos Estados Unidos de manter o café brasileiro na lista de produtos isentos das tarifas impostas sob alegação de falhas no combate ao trabalho forçado. A medida foi classificada como uma ‘vitória’ para o setor cafeeiro nacional.
Em comunicado, o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, destacou o trabalho de articulação realizado em parceria com a National Coffee Association (NCA), entidade que representa a indústria de café nos Estados Unidos. Segundo ele, a isenção preserva cerca de US$ 2,5 bilhões em exportações anuais para o mercado americano.
As tarifas entraram em vigor nesta sexta-feira (24) e afetam 60 parceiros comerciais dos EUA, incluindo a União Europeia, com alíquotas de 10% e 12,5%. O Brasil foi incluído na lista de países que terão tarifa-base de 12,5%, mas o café — nos formatos verde, torrado, moído e solúvel — ficou de fora.
Matos ressaltou que esta não é a primeira vez que o setor consegue evitar taxações. Em investigação anterior, no âmbito da Seção 301, o café brasileiro também escapou de uma tarifa de 25% após mais de um ano de negociações com autoridades americanas.
Os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de café. Atualmente, cerca de 34% do café consumido no país norte-americano tem origem brasileira.