O mercado do boi gordo registrou alta na maior parte do Brasil nesta semana, impulsionado pela dificuldade dos frigoríficos em montar escalas de abate. A oferta restrita de animais prontos para o abate tem pressionado as indústrias, que precisam elevar os preços para garantir o volume necessário de matéria-prima.
Segundo levantamento de consultorias especializadas, a valorização foi observada em praças como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul. Em algumas regiões, o boi gordo chegou a superar a barreira dos R$ 300 por arroba, dependendo do tipo de negociação e do prazo de pagamento.
Do lado dos pecuaristas, a tendência é de manter o boi no pasto por mais tempo, apostando em novas altas. A retenção de animais, combinada com a entressafra, reduz ainda mais a oferta de bois gordos no curto prazo. Analistas do setor avaliam que, se a demanda por carne bovina se mantiver firme, os preços podem continuar subindo nas próximas semanas.
No entanto, o cenário também acende um alerta para o consumidor final. Caso a alta do boi gordo seja repassada integralmente às carcaças, o preço da carne bovina nos açougues e supermercados pode sofrer novos reajustes, o que tende a frear o consumo.
Especialistas recomendam que os frigoríficos busquem alternativas para otimizar as escalas de abate, como negociações antecipadas e contratos a prazo, enquanto os pecuaristas devem ficar atentos às cotações para não perder o melhor momento de venda.