O mercado pecuário iniciou a semana sem grandes variações nos preços do boi gordo. De acordo com a Scot Consultoria, das 33 regiões monitoradas nesta segunda-feira (27/7), 29 não registraram alterações nas cotações. Altas pontuais foram observadas no norte de Minas Gerais, sudoeste de Mato Grosso e no Rio de Janeiro, enquanto Roraima foi a única praça a apresentar queda.
Nas principais referências do setor, como Araçatuba (SP) e Barretos (SP), o preço do boi gordo permaneceu em R$ 344 a arroba para pagamento a prazo. As cotações do chamado “boi China”, da vaca e da novilha também se mantiveram estáveis.
Segundo a consultoria, parte da indústria frigorífica ficou fora das compras, dedicando-se a definir estratégias para a semana. As empresas que atuavam no mercado mantiveram as ofertas vigentes da sexta-feira anterior. Houve relatos de frigoríficos abastecidos que tentaram reduzir os preços no início do dia, mas sem fechar negócios.
No atacado, a cotação da carcaça bovina subiu, impulsionada pelo aumento da demanda e pela redução da oferta, reflexo da diminuição dos abates. Os atacadistas seguiram com compras moderadas para evitar excessos de estoque. A expectativa é de que os preços se mantenham estáveis até o início de agosto.
No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura registraram média diária de 10,845 mil toneladas nos primeiros 18 dias úteis de julho, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No acumulado do mês, já foram embarcadas 195,214 mil toneladas, com preço médio de US$ 6.368,90 por tonelada, patamar considerado elevado.
Outro destaque positivo para o setor é o avanço nas negociações para abertura do mercado sul-coreano. Uma missão da Coreia do Sul deve chegar ao Brasil em agosto para inspecionar frigoríficos brasileiros, etapa essencial para consolidar a exportação de carne bovina para aquele país.