Os países do Mercosul estão em discussão para definir como será dividida a cota total de exportação de carne de frango, suína e ovos para a União Europeia, conforme estabelecido no acordo comercial entre os blocos. A cota para carne de frango é de até 180 mil toneladas, com isenção de tarifa, e será liberada gradualmente ao longo dos anos.
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou em coletiva de imprensa nesta terça-feira (28/7) que, caso as entidades do setor cheguem a um consenso sobre a divisão entre os países, o Brasil acatará a decisão. A expectativa é que os demais governos do Mercosul também sigam o mesmo caminho.
As associações ainda não bateram o martelo. Um novo encontro presencial está agendado para a próxima semana, entre 4 e 6 de agosto, durante o Siavs, evento do setor em São Paulo.
De acordo com a ABPA, em 2026 a cota de 20 mil toneladas de frango já foi totalmente preenchida pelas exportações brasileiras. Para a carne suína, que ainda não é exportada pelo Brasil à Europa, a cota é de 25 mil toneladas (in natura e congelada), com tarifa intra-cota de 83 euros por tonelada. Já para ovos, mercado em que o Brasil já atua, a cota final será de 3 mil toneladas para ovos processados e 3 mil toneladas para albuminas, sem tarifa.
O acordo Mercosul-União Europeia representa uma oportunidade importante para o setor de proteína animal da região, mas exige negociação entre os sócios do bloco para garantir uma distribuição equilibrada dos volumes.