O mercado de café registrou forte alta pelo segundo dia consecutivo na bolsa de Nova York, impulsionado pelas persistentes preocupações com a safra brasileira. Na sessão desta terça-feira (28/7), os lotes com entrega para setembro avançaram 4,58%, cotados a US$ 3,3940 a libra-peso, o maior valor em duas semanas.
Segundo Antonio Pancieri Neto, corretor na Painel do Café, os diferenciais entre os contratos de vencimento mais curtos e os mais distantes voltaram a aumentar, refletindo a incerteza sobre a oferta da safra no Brasil, maior produtor e exportador mundial de café arábica. “Provavelmente teremos o nono mês consecutivo com exportações abaixo da média no Brasil, com volumes inferiores a 2 milhões de sacas em julho. Esse quadro mudou a postura do investidor na bolsa, já que o mercado não terá uma oferta brasileira abundante no curto prazo como se esperava inicialmente”, afirmou.
Além disso, o panorama de chuvas no Brasil impede avanços mais consistentes na colheita do país. “Enquanto a oferta não se estabilizar, o mercado deverá continuar nervoso”, ressaltou Pancieri Neto.
Outras commodities
O cacau também ensaiou recuperação, após queda de mais de 5% na sessão anterior. Os contratos para setembro fecharam em alta de 1,98%, a US$ 5.201 a tonelada.
No suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ), os lotes para setembro fecharam em forte queda de 3,25%, a US$ 1,3685 a libra-peso.
O açúcar demerara para outubro registrou leve baixa de 0,21%, a 14,55 centavos de dólar a libra-peso, enquanto o algodão com vencimento em dezembro recuou 0,43%, a 80,53 centavos de dólar a libra-peso.