A Bunge, gigante americana do agronegócio, registrou um salto de 91,5% em seu lucro líquido no segundo trimestre de 2026, alcançando US$ 678 milhões. O resultado foi impulsionado pela forte expansão nas margens de processamento de soja e outros grãos, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira (29).
O lucro por ação ajustado ficou em US$ 2, alta de 52,7% na comparação anual. Com o desempenho, a companhia elevou sua projeção de lucro por ação para o ano, para a faixa entre US$ 9,25 e US$ 9,75.
A receita líquida trimestral cresceu 88,3%, para US$ 24,041 bilhões, enquanto o lucro antes de juros e impostos (Ebit) ajustado mais que dobrou, somando US$ 665 milhões.
Segundo Greg Heckman, CEO da Bunge, o resultado reflete a capacidade da plataforma global da empresa de capturar oportunidades em meio a incertezas geopolíticas e mudanças nos fluxos comerciais. “Nossa plataforma global expandida fez exatamente o que foi projetada para fazer — capturar oportunidades e entregar aos clientes nas duas pontas da cadeia de valor”, afirmou em comunicado.
Destaques por segmento
Processamento de soja: O Ebit ajustado do segmento cresceu 46%, para US$ 445 milhões, com receita 55,7% maior, de US$ 12,071 bilhões. O volume processado subiu 23,9%, para 11,524 milhões de toneladas, com melhor desempenho na América do Norte e do Sul, especialmente nos EUA, Brasil e Argentina.
Outros grãos: O Ebit ajustado saltou 18 vezes, para US$ 255 milhões, com receita 267% maior, de US$ 4,095 bilhões.
Trading de grãos: O Ebit ajustado subiu 231%, para US$ 67 milhões, impulsionado por alta nos custos de frete oceânico, serviços comerciais, algodão e processamento de trigo. A receita líquida do segmento cresceu 283%, para US$ 6,614 bilhões.
Óleos tropicais e ingredientes especiais: As vendas líquidas aumentaram 9,2%, para US$ 1,259 bilhão, e o Ebit ajustado subiu 11,5%, para US$ 29 milhões.