A Corteva, empresa norte-americana de sementes, agroquímicos e insumos biológicos, encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 1,16 bilhão, uma redução de 11,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida recuou 1%, para US$ 6,38 bilhões. O Ebitda operacional somou US$ 2,26 bilhões, alta de 4% ante o segundo trimestre de 2025.
Segundo a companhia, o volume de vendas caiu 3% na comparação anual. No segmento de Proteção de Cultivos, as vendas recuaram 2%, impactadas principalmente por alterações no cronograma de compras na América do Norte. No setor de sementes, a queda foi de 3%, também devido a mudanças no cronograma na América do Norte e América Latina, além da redução da área plantada de milho na América do Norte. Essas perdas foram parcialmente compensadas pelo aumento da área de soja na região.
Este deve ser o último balanço da Corteva antes da separação da Vylor, uma nova unidade de negócios focada em sementes avançadas e genética. O CEO Chuck Magro afirmou que a cisão está prevista para 1º de outubro de 2026. “Continuamos avançando de forma significativa em direção à separação planejada — um marco importante que criará duas empresas líderes em seus setores, com maior flexibilidade estratégica e foco em gerar valor sustentável para agricultores, clientes, acionistas e colaboradores”, disse Magro.
Para o ano de 2026, a Corteva projeta Ebitda entre US$ 4,1 bilhões e US$ 4,3 bilhões, crescimento de 9% na comparação com 2025. A estimativa se baseia na expectativa de demanda firme. “Os agricultores continuarão priorizando investimentos que aumentem a produtividade e os retornos, impulsionando a adoção de genética avançada e produtos diferenciados de proteção de cultivos. Embora as variações cambiais e as condições climáticas continuem a influenciar o mercado, o ambiente geral permanece fundamentado em um consumo sólido. Nossa perspectiva para o ano permanece positiva”, destacou a empresa em comunicado.