Cacau salta em Nova York após projeção de queda na produção na Costa do Marfim e Gana

O cacau abriu a sessão na bolsa de Nova York em forte alta nesta sexta-feira (31/7). Os contratos da amêndoa com vencimento em setembro de 2026 subiram 6,85%, cotados a US$ 5.460 a tonelada. O movimento foi impulsionado por projeções de redução na safra dos dois maiores produtores mundiais.

A Ghana Cocoa Board (COCOBOD), órgão regulador do setor em Gana, segundo maior produtor global, confirmou que a produção de cacau do país deve recuar pelo menos 16% na temporada 2026/27, que começa em setembro. Já a Costa do Marfim, maior produtor mundial, também apresenta perspectivas desfavoráveis, com estimativas de redução superior a 10% na próxima safra.

Além do cacau, outras commodities agrícolas operaram em alta na bolsa nova-iorquina. O café com entrega para setembro de 2026 avançou 0,96%, cotado a 3,2620 centavos de dólar por libra-peso, ainda preocupado com as chuvas no Brasil que têm prejudicado as lavouras. O açúcar para outubro de 2026 subiu 1,18%, negociado a US$ 14,60 a libra-peso, e o algodão para dezembro de 2026 teve alta de 1,49%, cotado a 81,86 centavos de dólar por libra-peso.

Por outro lado, o suco de laranja concentrado e congelado operou em queda: os contratos com vencimento em setembro de 2026 caíram 0,17%, cotados a US$ 1,4595 a libra-peso.

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