Uma onda de calor provocada por sistemas de alta pressão avança sobre as regiões agrícolas do norte e do leste da China e ameaça a produtividade das lavouras de milho, arroz e algodão. A informação é da agência Bloomberg, com base em previsões da empresa de meteorologia Vaisala e de boletins oficiais.
As temperaturas devem ficar acima da média nesta semana. Em Shenyang, capital da província de Liaoning, as máximas podem variar entre 35°C e 38°C até quinta-feira. Em Pequim, os termômetros devem permanecer na faixa dos 30°C até o fim de semana. A elevada umidade, intensificada pelas correntes de monção, também pode aumentar o risco de doenças nas lavouras.
Milho
Na província de Shandong, responsável por cerca de 10% da produção chinesa de milho, o centro climático local alertou que temperaturas persistentes entre 35°C e 39°C — previstas até pelo menos 5 de agosto — podem reduzir a produtividade da safra de verão. Em Liaoning, outra importante região produtora, há risco de estresse térmico.
Algodão
Em Xinjiang, onde é produzido praticamente todo o algodão da China, as temperaturas podem permanecer acima de 35°C até 11 de agosto e alcançar 50°C em Turpan. De acordo com o Centro Climático da Região Autônoma Uigur de Xinjiang, o calor prolongado pode afetar o enchimento dos grãos de milho, o desenvolvimento dos capulhos de algodão e o crescimento dos frutos, provocando atraso no desenvolvimento, queimaduras solares e maturação precoce. A Bloomberg informa que a combinação de calor e seca pode reduzir a produção de algodão de Xinjiang em até 5% neste mês.
Arroz
No sul do país, o cenário é oposto. As províncias de Guangdong e Guangxi, onde os solos já estão encharcados por semanas de chuva, devem receber chuvas fortes nesta semana. O excesso de umidade eleva o risco de brusone do arroz, conforme alerta da Administração Meteorológica da China.
As condições climáticas contrastantes reforçam o estado de atenção para as próximas safras chinesas — tanto para os grãos do norte quanto para a produção de arroz no sul.