O cacau voltou a registrar forte valorização na bolsa de Nova York nesta segunda-feira (03/08), dando continuidade ao movimento de alta observado em julho, quando as cotações subiram quase 30%. No primeiro pregão de agosto, os contratos da amêndoa para setembro avançaram 10,04%, sendo negociados a US$ 5.939 por tonelada.
De acordo com Carolina Franca, analista da Hedgepoint Global Markets, o mercado ainda refle os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a produção nos principais países produtores. Atualmente, há preocupação com o excesso de chuvas em Gana, o segundo maior produtor mundial de cacau. O clima úmido também pode comprometer a qualidade da safra na Costa do Marfim, líder no fornecimento global, elevando o risco de doenças fúngicas nos cacaueiros.
Outras commodities
Suco de laranja subiu pelo quarto pregão consecutivo. Os lotes do produto concentrado e congelado (FCOJ), para setembro, avançaram 2,19%, cotados a US$ 1,5835 por libra-peso.
AçúcarO preço do demerara para outubro subiu 2,39%, para 15,01 centavos de dólar por libra-peso, conforme estimativas de déficit global na safra 2026/27.
AlgodãoOs contratos para dezembro registram alta de 0,95%, a 82,57 centavos de dólar por libra-peso.
CaféO café se descolou das demais agrícolas e caiu 3,16%, para US$ 3,0470 a libra-peso, em um movimento de realização de lucros após altas recentes, motivadas por preocupações com o excesso de chuvas no Brasil.