Queda acentuada no preço do suíno vivo em São Paulo

No encerramento de julho, a cotação do suíno vivo em São Paulo estava em R$ 5,10/kg, registrando um recuo mensal acumulado de 3,04%. A média de preços em julho recuou pelo quarto mês consecutivo, atingindo o terceiro menor patamar da história no estado, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A menor demanda pelo animal vivo e pela carne pressionou os valores na segunda quinzena de julho. Segundo o indicador Cepea/Esalq, o preço médio ao criador paulista ficou em R$ 5,22/kg no mês. Em agosto, a tendência de queda continua: nesta quarta-feira (5/8), o indicador registrou R$ 5,08/kg, uma baixa de 0,39% nos primeiros três dias úteis do mês.

Pesquisadores do Cepea explicam que a procura pela carne suína fica tipicamente mais fraca na segunda metade do mês, devido ao menor poder de compra da população, o que reduz a demanda pelo animal vivo. Além disso, o período de férias escolares reforçou a redução na procura, levando as médias a recuarem, apesar dos aumentos registrados no início de julho.

O Cepea destaca que o cenário baixista tanto da carne quanto do animal vivo este ano é surpreendente para o setor, que esperava demanda firme em 2026, conforme observado em 2025. Na comparação com as cotações reais de dezembro, o suíno vivo de São Paulo acumula desvalorização de 43,1%, enquanto a carcaça especial, de 36,2%. Além da demanda enfraquecida, o Cepea entende que o momento atual do mercado é fruto de maiores investimentos realizados pelo setor no ano passado, que resultam em maior produção e oferta interna em 2026.

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