Desmatamento na Amazônia atinge menor nível em uma década, aponta Inpe

Os alertas de desmatamento na Amazônia caíram ao menor patamar da década, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados nesta sexta-feira (7). Entre agosto de 2025 e julho de 2026, a floresta perdeu 2.874 km² de vegetação nativa, o menor valor desde o início dos registros em 2016. A redução foi de 36% em relação ao período anterior.

Em um ano, a floresta perdeu 2.874 km² de vegetação nativa, a menor área desde o início dos registros em 2016 — Foto: Felipe Werneck/Ibama

Os números são do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), que emite alertas. Em novembro, devem ser divulgados os dados oficiais do Prodes, que refina e confirma as informações. A diferença entre os dois sistemas costuma ficar em torno de 1,5%.

O resultado foi celebrado pelo governo, especialmente por ocorrer em um ano eleitoral, quando historicamente o desmatamento tende a aumentar. A queda também é vista como uma resposta ao governo de Donald Trump, que em julho impôs tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, usando o desmatamento como argumento central.

No Cerrado, os alertas de desmatamento somaram 5.119 km² no mesmo período, a menor área dos últimos dois anos, com queda de 7,8% pelo segundo ano consecutivo.

O Inpe, que completa 65 anos, também divulgou dados do Prodes (agosto de 2024 a julho de 2025) para outros biomas: Caatinga, Mata Atlântica e Pampa. No consolidado, houve queda de 20,1% no desmatamento em todos os biomas (exceto Pantanal, que não tem dados).

“É um resultado fantástico, o menor índice de desmatamento em todos os biomas”, celebrou João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas.

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