Levantamento recente aponta que, no principal estado produtor de tilápias do Brasil, entre 5% e 10% das propriedades rurais dedicadas à piscicultura apresentam algum tipo de irregularidade. O percentual, embora minoritário, acende alerta para questões sanitárias, ambientais e de licenciamento no setor aquícola.
Os dados foram obtidos a partir de fiscalizações e cruzamento de informações oficiais. As principais não conformidades encontradas incluem falta de outorga para uso da água, ausência de licenciamento ambiental e deficiências no manejo sanitário dos peixes.
Especialistas ressaltam que a regularização é essencial não apenas para evitar multas, mas para garantir a sustentabilidade da atividade e a qualidade do produto final. O mercado consumidor, cada vez mais exigente, valoriza a rastreabilidade e a origem legal da tilápia.
O estado em questão responde por cerca de 30% da produção nacional da espécie, consolidando-se como o maior polo aquícola do país. As autoridades locais intensificaram as ações de orientação e fiscalização nos últimos meses.