Um novo levantamento do MapBiomas aponta que a perda de vegetação nativa para a pecuária tem deixado o Brasil mais vulnerável aos eventos climáticos extremos associados ao fenômeno El Niño. A substituição de florestas e outros ecossistemas naturais por pastagens reduz a capacidade de regulação do clima, aumentando a exposição do país a secas, ondas de calor e chuvas intensas.
O estudo destaca que a expansão da pecuária é um dos principais vetores do desmatamento, especialmente na Amazônia e no Cerrado. Com menos cobertura vegetal, a umidade do ar diminui, as temperaturas sobem e os efeitos do El Niño se tornam mais severos. Especialistas alertam que a recuperação de áreas degradadas e a adoção de práticas mais sustentáveis, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), são estratégias essenciais para reduzir os riscos.
O MapBiomas também ressalta que a preservação de áreas nativas funciona como uma barreira natural contra extremos climáticos, protegendo a produção agropecuária e as comunidades rurais. As conclusões reforçam a urgência de políticas públicas que conciliem a atividade pecuária com a conservação ambiental.