Os preços da soja no mercado doméstico brasileiro seguem com pouca oscilação, sustentados por uma demanda aquecida tanto para exportação quanto para o mercado interno. Segundo analistas, não há espaço para quedas significativas no curto prazo, diante da dificuldade de originar o grão.
Nesta terça-feira (11/8), o indicador Cepea/Esalq base porto de Paranaguá (PR) fechou em leve baixa de 0,05%, a R$ 144,89 a saca. Vicente Zotti, diretor da NRP Agro, avalia que o cenário atual oferece pouco espaço para quedas mais fortes. “Há demanda do comprador, seja para o mercado interno ou exportação. Dessa forma, a indústria precisa pagar acima da paridade. Isso deve fazer com que os preços se mantenham firmes no curto prazo”, explicou.
Em outras praças brasileiras, as cotações apresentaram comportamentos mistos. Segundo levantamento da AgRural, em Ponta Grossa (PR), a saca recuou R$ 0,50 em relação à sexta-feira, cotada a R$ 138. Já em Primavera do Leste (MT), o preço avançou R$ 0,50, para R$ 127,50 a saca. Em Luís Eduardo Magalhães (BA), houve queda de R$ 0,50, com a saca a R$ 127.
O diretor da NRP Agro reforça que a dificuldade em originar o grão, aliada à forte demanda, deve manter os preços firmes no curto prazo, sem expectativa de movimentos bruscos.