O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) contrariou as expectativas do mercado ao divulgar, em seu relatório mensal de oferta e demanda, um aumento na previsão da safra de soja dos Estados Unidos para a temporada 2026/27. A estimativa global de produção de soja subiu para 442,25 milhões de toneladas, um incremento de 0,1% em relação ao mês anterior.
Para os EUA, a colheita foi projetada em 122,99 milhões de toneladas, alta de 1% ante julho, impulsionada pelo aumento da área plantada. Analistas esperavam uma redução para 121,74 milhões de toneladas. As exportações americanas permaneceram em 45,18 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais subiram 3,2%, para 8,71 milhões de toneladas.
Não houve alterações significativas para a América do Sul. O Brasil manteve a previsão de safra em 186 milhões de toneladas e exportações em 118 milhões. A Argentina também manteve a colheita em 50 milhões de toneladas, mas elevou as exportações em 4%, para 6,45 milhões de toneladas. A China, maior importador global, manteve a previsão de compras em 115 milhões de toneladas.
Milho: produção mundial sobe ligeiramente
O USDA elevou a projeção da produção mundial de milho para 1,298 bilhão de toneladas, ante 1,297 bilhão em julho. O consumo global foi estimado em 1,323 bilhão de toneladas, também acima do mês anterior. As exportações mundiais subiram para 210,48 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais caíram para 274,66 milhões de toneladas.
Nos EUA, a produção foi ajustada para 406,75 milhões de toneladas, com a segunda maior colheita da história americana. As exportações americanas foram elevadas para 83,19 milhões de toneladas, refletindo maior demanda global e contração nas exportações da Ucrânia. O Brasil manteve a colheita em 139 milhões de toneladas e exportações em 44 milhões, mas elevou o consumo interno para 100 milhões de toneladas e reduziu os estoques finais para 10,1 milhões.
Trigo: leve queda na produção global
A estimativa para a produção mundial de trigo na safra 2026/27 foi reduzida em 0,08%, para 819,30 milhões de toneladas. Para o Brasil, a projeção de produção foi cortada em 8,9%.