SLC Agrícola atinge receita recorde e lucro dispara 75% no segundo trimestre

A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de commodities agrícolas do Brasil, encerrou o segundo trimestre de 2026 com resultados expressivos. A companhia registrou lucro líquido de R$ 245,1 milhões, uma alta de 75,3% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida bateu recorde histórico, alcançando R$ 2,2 bilhões.

Em comunicado oficial, a empresa atribuiu o desempenho ao maior volume faturado de algodão, soja, milho e rebanho bovino, além da contribuição de preços mais favoráveis para algumas dessas commodities. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado cresceu 4,3% no trimestre, totalizando R$ 580,76 milhões.

O diretor-presidente da SLC, Aurélio Pavinato, destacou que a safra 2025/26 de soja encerrou com produtividade recorde de 4.146 kg por hectare, 4,7% superior à safra anterior. Na cultura do algodão, os resultados indicam uma das melhores safras da história da companhia, com produtividade projetada 12,2% acima da obtida em 2024/25. A empresa já fixou 94,7% da safra de pluma a um preço médio de 75,61 centavos de dólar por libra-peso.

Por outro lado, o milho segunda safra sofreu impactos devido à janela ideal de plantio e à falta de chuvas na fase final do ciclo, resultando em uma redução de 12,1% na expectativa de produtividade, estimada em 6.798 kg/ha.

No primeiro semestre do ano, o lucro líquido da SLC apresentou queda de 26%, para R$ 481,15 milhões, enquanto a receita líquida cresceu 6%, somando R$ 4,44 bilhões. O Ebitda ajustado recuou 15%, para R$ 1,27 bilhão.

Para a safra 2026/27, a empresa já adquiriu 100% dos fosfatados, 90% do cloreto de potássio, 96% dos defensivos e 70% dos nitrogenados previstos. Até o momento, 49,2% da soja e 55% do algodão da nova temporada já foram fixados.

A SLC espera repetir o bom desempenho nos próximos trimestres, impulsionada pelo cenário favorável para o algodão. Segundo Pavinato, a guerra no Oriente Médio elevou os preços do petróleo, reduzindo a competitividade dos tecidos sintéticos em relação às fibras naturais, beneficiando a pluma. O executivo também projeta uma recuperação nos preços dos grãos para a nova temporada, diante da apreciação cambial e do aumento dos custos.

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