A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) atualizou suas projeções e agora aponta 93% de probabilidade de o El Niño atingir a categoria “muito forte” entre setembro e novembro de 2026. O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico equatorial em pelo menos 2°C acima da média, deve se intensificar ainda mais no trimestre seguinte.
Para o período de outubro a dezembro, as chances sobem para 95%, segundo a agência americana. Além disso, há 69% de possibilidade de que este evento climático seja o mais intenso desde 1950, quando a NOAA começou a monitorar as temperaturas no Pacífico.
Com um El Niño de tamanha magnitude, os impactos típicos tendem a ser mais prováveis, embora não garantidos. No Brasil, o Sul deve registrar aumento de chuvas, enquanto o Norte e o Nordeste enfrentam maior risco de seca. Já o Sudeste e o Centro-Oeste podem sofrer com calor intenso e instabilidade na ocorrência de precipitações e na chegada de frentes frias.
A NOAA prevê que o El Niño continue muito forte no início de 2027, com 90% de chances de manter a intensidade entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. O enfraquecimento do fenômeno deve começar apenas entre janeiro e março do próximo ano, quando a probabilidade de permanecer muito intenso cai para 35%.