O café arábica registrou queda na bolsa de Nova York nesta quinta-feira (13), influenciado pela melhora das condições climáticas no Brasil e pela normalização das exportações colombianas. Os contratos com vencimento em dezembro recuaram 2,23%, fechando a US$ 3,1280 por libra-peso.
Segundo Pancieri Neto, corretor do Painel do Café, o movimento de realização de lucros foi impulsionado pelo fim das chuvas em Minas Gerais, principal região produtora do Brasil. “O tempo firme no cinturão cafeeiro favoreceu o avanço da safra. Com isso, há relatos de armazéns recebendo mais produto no curto prazo, motivando esse ajuste de posições em Nova York”, explicou.
Outro fator que pressionou as cotações foi a notícia de que a Colômbia, segundo maior exportador mundial de café arábica, voltou a escoar o grão pelos portos do Caribe. O terremoto que atingiu o país havia prejudicado os embarques pelo porto de Buenaventura, mas agora o mercado respira mais aliviado quanto à oferta.
Além do café, outras commodities também tiveram movimentos: o açúcar demerara subiu 2,44% em Nova York, o suco de laranja concentrado avançou 0,94% após cinco quedas consecutivas, o algodão caiu 1,04% e o cacau recuou 0,10%.