A processadora de carne bovina FriGol encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 2,2 milhões, uma queda expressiva de 97,5% na comparação com o mesmo período de 2025, quando registrou R$ 86,6 milhões. Segundo a companhia, a rentabilidade foi fortemente impactada pela valorização da arroba do boi gordo, em um cenário de menor oferta de gado no Brasil, além da forte base de comparação com o ano anterior.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 52,9 milhões, recuo de 65,7% na comparação anual, com margem de 3,4%. A receita líquida, por outro lado, atingiu R$ 1,55 bilhão, alta de 57,6% em relação ao segundo trimestre de 2025, um recorde histórico para a empresa. A receita bruta cresceu 56,5%, para R$ 1,62 bilhão.
De acordo com a empresa, o avanço da receita refletiu a alta dos preços no mercado chinês. No Brasil, o faturamento cresceu 70%, mesmo diante de um cenário de consumo e preços estáveis. “Nossa estratégia foi direcionar esforços para produtos de maior valor agregado e ampliar nossa presença em novas praças, como os estados de Rondônia, Acre, Amazonas e Roraima”, afirmou Luciano Pascon, CEO da FriGol, em nota.
Pascon também destacou a diversificação dos mercados externos. As exportações responderam por 52,4% da receita bruta no trimestre, enquanto o mercado brasileiro representou 47,6%. No mercado interno, os volumes vendidos das linhas Chef, Angus, BBQ Secrets e Açougue Completo cresceram 20% em relação ao segundo trimestre de 2025.
A FriGol abateu 225.527 bovinos no trimestre, uma alta de 45,9% em relação ao mesmo período de 2025, resultado da parceria firmada neste ano para a prestação de serviços de industrialização em três plantas em Rondônia (duas em Ji-Paraná e uma em Rolim de Moura). A companhia também inaugurou cinco lojas Açougue Completo FriGol em São Paulo e duas lojas Açougue FriGol em Porto Velho (RO).