O milho e o trigo registraram altas expressivas na bolsa de Chicago nesta sexta-feira, 14 de agosto de 2026, impulsionados pela rejeição da Rússia às propostas de cessar-fogo na região do Mar Negro. A soja também fechou em alta, amparada por novas compras da China.
Milho
Os contratos futuros de milho para dezembro encerraram o pregão com valorização de 2,49%, cotados a US$ 4,8350 o bushel. A alta foi motivada pelo aumento das tensões geopolíticas na região do Mar Negro e pelo clima desfavorável para as colheitas na União Europeia, que tem provocado perdas no potencial de rendimento do grão, segundo a consultoria Granar.
Trigo
O trigo também disparou, com os contratos para dezembro subindo 3,11%, para US$ 6,8725 o bushel. Assim como o milho, a commodity reagiu fortemente à rejeição russa às propostas de cessar-fogo. De acordo com a Granar, a Rússia afirma não haver justificativas para oferecer alívio à Ucrânia.
Soja
Os contratos de soja para novembro avançaram 0,76%, a US$ 11,9075 o bushel. As cotações foram influenciadas pela expectativa de continuidade das compras de soja dos Estados Unidos pela China para a safra 2026/27. A consultoria Granar aponta que a relação entre os dois países “parece estar se normalizando gradualmente”. A confirmação pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de uma nova venda de 136 mil toneladas de soja americana para a China reforçou o otimismo.
Com informações de Marcos Fantin, de São Paulo.