Com colheita avançando, vendedores firmes limitam queda do feijão-carioca

O avanço da colheita da terceira safra tem pressionado as cotações do feijão-carioca, mas a postura mais firme dos vendedores limita a pressão sobre os preços, que acumulam recuo superior a 20% na parcial de agosto, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Apesar da queda, as cotações seguem acima dos registrados no mesmo período do ano passado.

Na sexta-feira (14/8), no leste de Goiás, o indicador Cepea/CNA registrou para o feijão-carioca de qualidade superior a cotação de R$ 251,30 a saca de 60 quilos, um leve recuo semanal de 0,07%. Já no mercado de feijão-preto, a menor oferta da temporada, especialmente no Sul, mantém as cotações mais sustentadas, apesar da demanda limitada. Na sexta-feira, no sul do Paraná, o indicador Cepea/CNA registrou para esta variedade o preço de R$ 207,22 a saca de 60 quilos, recuo semanal de 1,35%.

Segundo o Cepea, os compradores permaneceram ativos na semana, acompanhando o comportamento dos vendedores, que restringiram os volumes ofertados e elevaram os valores pedidos ao longo dos últimos dias. Essa estratégia busca limitar as quedas decorrentes do avanço da colheita em áreas irrigadas do Cerrado.

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